Paulicéia minha paixão
Élcio
Ao mesmo tempo em que ela é sensual
É maldita, fria e a todos faz impressionar.
Conquista com seu olhar casual
Para depois, sem cerimônias, aprisionar.
Alguns ao encará-la, encantam-se
E nunca mais dali sairão; qual pedras.
Já há aqueles que ao imaginá-la benzem-se,
Outros a esconjuram, outros lêem Esdras
E dela fogem como se vissem um cascavel
Cortam caminho. Algo que por certo Medusa invejaria.
Ambígua, ela é dura, mas, ao mesmo tempo afável.
Foi e ainda o é vilipendiada por homens sem compaixão
Mas, sobrevive, pois tem raízes sacrossantas fincadas
No pátio do colégio de São Bento. Paulicéia, minha paixão.
Élcio e seus instantes
5:05 PM
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20.2.08
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“Tudo neste mundo tem seu tempo”
Élcio
Tudo tem início, meio e fim. Tudo.
Nada escapa ao implacável cronos-deus.
De monarcas a presidentes, com ou sem estudo.
Os anjos que já nos berços rumam para os mausoléus.
Civilizações tidas por fantásticas,
Simplesmente desapareceram;
Cultuaram mistérios, danças ritualísticas.
E, na esteira do tempo, feneceram,
Sem deixar sequer algum rastro.
Ditaduras que viveram seu final.
Agora felizmente, quem passa é Fidel Castro.
“Antes tarde do que nunca”, passou o seu tempo.
Para a humanidade, menos um déspota, afinal,
“Tudo nesse mundo tem seu tempo”.
Élcio e seus instantes
12:31 AM
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11.2.08
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O jagunço que virou designer
Élcio
Enquanto lia Guimarães Rosa eu sonhava.
Queira ser jagunço, dos mais corajosos.
Mas, jagunço que punhal empunhava;
De andar acoitado, conluiado ou a sós.
Jagunço de cavalgar ou ainda rastejar,
Situações que apenas a vida ordenaria.
Contudo, o fato é que nem sempre desejar
É suficiente, assim, me joguei na montaria
Do tempo e a abracei com as pernas. Cavalguei;
Sem armas, muito menos atos heróicos.
E foi desse modo que em outros sonhos vaguei.
Porém, agora nesses sonhos tinham históricos,
Notas bimestrais, teses e dissertações.
Fiz-me designer e troquei o punhal por rabiscos.
Élcio e seus instantes
3:35 PM
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