Instantes de Antropofagia


...porque é de minha verve que alimenta-se minha alma.



Baú de Papíros


Sobre...

Élcio A. Rodrigues
46 anos
Paulistano
Virginiano - 21/09
Designer pela FPA


Pérolas


"A saudade é
um campo
muito vasto
para se atravessar
sozinho."

Lya Luft

"Ser poeta não é
minha ambição.
É a minha maneira
de estar só."

Fernando Pessoa



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Intuição Feminina




22.7.08




"Aélio" ; "alexandra_cartronicks@hotmail.com" ; "André - PGE" ; "André (Criciuma)" ; "Bebete" ; "bresciani@gmail.com" ; "Bruxa" ; "Carmen" ; "Celsão" ; "Derli Descudeiro" ; "diego" ; "Dr. Valérius" ; "elainecris.salles@hotmail.com" ; "Elcio Domingues" ; "Franceline (Roqueira)" ; "Mauro FPA" ; "intuicaofeminina@globo.com" ; "Irene-Paz" ; "Isa" ; "Juliana" ; "Éric" ; "marisete@fosfertil.com.br" ; "Mateus" ; "Mauro FPA" ; "Mirna Mirna" ; "Rosa Maria" ; "Nabor" ; "Nelsinho" ; "nuxa6@hotmail.com" ; "Emanuel Ramos" ; "rafael@copadentistas.com.br" ; "Raphael (Serginho)" ; "Raphael (Serginho)" ; "Sandra" ; "Sandrinho" ; "William" ; "wilton_santos@hotmail.com" ;


7:10 PM

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28.5.08




Os quatro garotos
Élcio

Aquele emprego era o primeiro
De nós quatro; garotos crescidos juntos.
Ai final do mês, mal víamos a cor do dinheiro,
Mas, bastava-nos, sentíamos-nos adultos.

E ser adulto era apenas aquilo?
Com dias de sol e camaradagem?
Se for assim, está tudo tranqüilo.
Basta diminuir um pouco a vadiagem!

Era a ilusão dos primeiro anos da mocidade,
Afinal, não seriam esses rumos,
Para sempre os mesmos.

A vida mudar-nos-ia; a começar de cidade.
Adeus dias de sol, de banhos nos rios.
Metamorfoseados, hoje são homens...sérios!


4:36 PM

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14.4.08




Dorme amor, dorme!
Élcio

Dorme amor, que eu velo o teu sono.
Serei o Cavaleiro da Triste Figura,
Insano, bravo e, ao mesmo tempo terno.
Dorme silente, sem nenhuma agrura.

Sei que um dia hás de retornar;
Até lá, serão dias de expectativas...
Continentes hei de contornar,
Dormirei com suas nativas.

Buscar-te-ei na rebentação,
Nas espumas das marés,
E perscrutarei cada constelação.

Contudo, enquanto não voltas, sou cão sem dono,
Sou flecha sem arco; sou homem dos cabarés!
Pois, dorme o amor (em mim) e eu velo o teu sono.


2:42 PM

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8.4.08




Há lágrima que jamais rola
Élcio

Há lágrima que jamais rola
Em geral isso é por orgulho.
Ela enrijece, vira pedregulho.
Pouco importa se há marola

Ou não dentro naquele peito
Não ela não rola; sedimenta.
Olhos rubros, cor de pimenta?
Não senhor, não sou afeito.

E isso, confesso me incomoda
Causa estupefação; estranheza.
Nos dias atuais está fora de moda;

Esconder sentimentos é idéia tola!
Contudo, o pai de Isabella em sua frieza
Ainda cultua a lágrima que jamais rola.


5:36 PM

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2.4.08




A Língua
Élcio

A língua é enxerida,
Contudo, indispensável.
Com memória indelével,
Limitada em sua guarida

Prova do farto à mingua
Temperos e temperaturas.
Da pele nas curvaturas;
Ao sabor de outra língua.

Do corpo é quem sinaliza,
Se verde ou vermelho,
Se avança ou finaliza.

Se a refeição se fará
No sagrado e com molho
Ou no profano, ao Deus dará.


1:00 AM

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25.3.08




Sonhos Empalados
Élcio

Os sinos da catedral estão moucos
E um vento frio transpassa o peito.
Esvoaçam meus sonhos, poucos
Sensatos e do lógico, nada afeito.

Quantos sonhos foram empalados
E, que ficaram para trás, nas paralelas
De meus caminhos empoeirados?
Jamais sepultados. Mazelas!

À frente, anjos frios e estáticos
Aguardam-me os derradeiros
Passos; vacilantes e patéticos.

Ainda assim, creio que quando o novo atirar sua lança,
Virá que eu vi; no flamejar dos candeeiros.
A única chama (tênue) dessa tal esperança!


2:18 PM

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18.3.08




Codinome: Saudade
Élcio e Ana

E o fim há muito anunciado
Agora abria as portas do inferno
Para se mostrar, para ser encarado.
Adeus sonhos de amor eterno!

Ali ela decidiu e sacramentou:
“Era a última vez que choraria
Por ele, acabou. Bastou”.
Dali em diante tudo mudaria.

E desligaram seus computadores.
Cada qual em seu escuro quarto,
Curtiriam por horas a fio as suas dores.

“A noite enorme, tudo dorme, menos o teu nome”.
E o dia nasceu e das lembranças fez-se o parto.
Nasce a saudade; para ambos o codinome.


2:34 PM

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5.3.08




Células-Tronco, sim ou não?
Élcio

Cabe às religiões permanecerem na inobservância
Da evolução humana porque prezam o dogmático;
Pretendendo assim, induzir às trevas da ignorância
Os seus seguidores, ante assunto tão sintomático

Como o das células-tronco? Assunto tão explorado
Pelo quarto poder e que a todos chama atenção!?
As religiões arvoraram-se e têm discursado
Que, preservar a vida é a sua real intenção.

Ciência e religião seguem a digladiar.
E entre elas, a decidir entre o tubo de ensaio,
As boas intenções, ou os dogmas a odiar,

Uma nação, que se vê na esteira
Do tempo a observar (de soslaio)
Pois, que, teme a “hipocrisia rasteira”(1).

(1) Termo usado por Herbert Vianna, 46, líder da banda Paralamas do Sucesso.
Para o músico, a posição dos católicos é uma "hipocrisia rasteira".

Fonte: Folha On Line em 03.03.08 18h50.


4:15 PM

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26.2.08




Paulicéia minha paixão
Élcio

Ao mesmo tempo em que ela é sensual
É maldita, fria e a todos faz impressionar.
Conquista com seu olhar casual
Para depois, sem cerimônias, aprisionar.

Alguns ao encará-la, encantam-se
E nunca mais dali sairão; qual pedras.
Já há aqueles que ao imaginá-la benzem-se,
Outros a esconjuram, outros lêem Esdras

E dela fogem como se vissem um cascavel
Cortam caminho. Algo que por certo Medusa invejaria.
Ambígua, ela é dura, mas, ao mesmo tempo afável.

Foi e ainda o é vilipendiada por homens sem compaixão
Mas, sobrevive, pois tem raízes sacrossantas fincadas
No pátio do colégio de São Bento. Paulicéia, minha paixão.


5:05 PM

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20.2.08




“Tudo neste mundo tem seu tempo”
Élcio

Tudo tem início, meio e fim. Tudo.
Nada escapa ao implacável cronos-deus.
De monarcas a presidentes, com ou sem estudo.
Os anjos que já nos berços rumam para os mausoléus.

Civilizações tidas por fantásticas,
Simplesmente desapareceram;
Cultuaram mistérios, danças ritualísticas.
E, na esteira do tempo, feneceram,

Sem deixar sequer algum rastro.
Ditaduras que viveram seu final.
Agora felizmente, quem passa é Fidel Castro.

“Antes tarde do que nunca”, passou o seu tempo.
Para a humanidade, menos um déspota, afinal,
“Tudo nesse mundo tem seu tempo”.


12:31 AM

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